sábado, 20 de outubro de 2007

Confiança numa Traça....

O Assassino do Amor era, tal como a maior parte dos leitores constatou, um ardiloso manipulador político no Palácio das Reuniões, de tal modo, que até tinha espiões a trabalhar para os seus espiões. Estes segundos mandariam a informação para os homens que trabalhavam no seu castelo, até estaser entregada a Jerininantus, o protegé e braço direito do Mestre Samiel.
Estou a falar-te dum verdadeiro terrorista em pleno Ano 9666 a.C, que tinha ouvidos e olhos por toda a parte!
Mas em tempos de desespero, ele era o único homem a ter os meios e homens disponíveis para salvar o dia.....

A Princesa Sarvahdinada Arco-íris, filha mais nova do fundador da Atlântida, o Imperador Neptuno, famosa já pela sua bondade e beleza, sonhou uma traça que lhe contara acerca duma sereia escrava de Eris perdida nas Florestas de Cristal. Porém, Neptuno intrepectou isso como se fosse exactamente o que Samiel lhe tinha dito na sua carta.
Por isso, este mandara dois enviados especiais para procurar as dríades.
Um deles era um deus egípcio guerreiro de olhos castanhos e uma pele morena e castanha-escura que faria lembrar um muçulmano. O nariz grande e curvo era o ponto mais bizarro no rosto quadrado, mas o seu sorriso agradável aparentava uma alma preocupada com os outros. As vestes castanhas e vermelhas que usava combinava com os invulgares chinelos escarlate frescos, e à medida que andava, apoiava-se sobre um bastão com uma cabeça de chacal.
Era Anúbis, o deus embalsamador e guardião das portas do Vale da Morte.
O outro ao seu lado era uma mulher particularmente bonita, com o cabelo negro cortado até ao pescoço, maquilhagem um pouco exagerada e uns belos lábios carnudos pintados de beje, com vários adornamentos no corpo quase nu tapado por uma túnica branca e transparente. Com ela, vinha uma pequena fada estrangeira, que trabalhava para ela. As mulheres não podiam vir sozinhas à rua, por isso, ou iam acompanhadas por uma escrava ou pelo marido, pai, irmão ou filho mais velho.
Néftis era o nome daquela deusa magrinha de um metro e setenta e oito, divorciada do malvado deus do caos Set e mãe de Anúbis, andava cautelosa entre as pernas de corça, a tremer dos pés à cabeça.
Como mãe, estava assustada pelo seu filho, e como mulher, tinha medo que caísse nas garras de outro homem perverso. Apertou-o firmemente nos seus braços carinhosos e conteve as lágrimas.
- As nossas princesas eram tão lindas, olha no que tornaram graças às dríades e aquelas fadas: não são as mesmas de outrora, vagueiam como almas penadas! Uma faz barulhos do Além, outra até parece um demónio! – Disse ela enquanto passeavam pelas Florestas de Cristal.
Anúbis, habituado às mais bizarras formas fantasmagóricas porque caçava muitas vezes pela Fronteira com o seu padrasto, Seth, não achou a floresta perigosa e, protegeu a sua mãe com o pesado machado longo, sorrindo afectuosamente.
- Minha mãe, e que tal se formos procurar o Mestre Samiel, aquele que rouba irmãs e netas às ninfas de noite? A mera insinuação do seu nome regela as suas mãozinhas de alabastro!
- O que fará ele por nós?! – Perguntou ela em tom ansioso. – Não é da nossa classe porque não sabe o místico segredo dos deuses e com aqueles olhos tão demoníacos...
Apesar de todos os avisos da mãe, o jovem deus de dezassete anos manteve-se calmo e distanciou-se do regaço sensual da deusa de trezentos anos.
- Ele é astuto e sabe fazer poções. Além de tudo, está sempre esfomeado por comer qualquer coisa. – Disse esperançosamente. – Querida mãe, por essa mesma razão, seja corajosa e prometa-lhe algumas das suas escravas. É um homem que se contenta com pouco: fantasmas japonesas, ondinas e sereias são geralmente as sua vítimas, nada vos acontecerá.
- Ele dorme durante um mês depois de ter executado a sua sede de sangue, pode estar a dormir neste preciso momento! Mas mesmo que esteja acordado, e se ele preferir matar as suas próprias escravas? – Respondeu ela rapidamente.
Néftis, que só tinha ouvido falar de Samiel pelos mexeriqueiros das fadas, estava, com toda a sua sinceridade, desconfiada.
Anúbis era um rapaz muito curioso, bravura e artes de guerra não lhe faltavam, muito menos à sua mãe. O problema é que, por vezes, a alma do homem é mais forte que o da mulher, assim, comprendendo a fragilidade de Néftis, este primeiro aconchegou-a junto ao seu tronco forte e másculo e respondeu tranquilo:
- Então, nesse caso, a mãe e eu juntos, guerreira dos desertos, podemos tentar fazê-lo chegar à razão.
Ambos se afastaram, depois daquela conversa positiva, e foram procurar o temível Assassino do Amor.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

"Lar ...Obscuro e Negro Lar!"


Toda a gente, quer seja bruxo, demónio, cyborg, mago, deus, fada, ou outra criatura, tem a sua respectiva casa, aquele lugar em que nos sentimos mais à vontade. E o Mestre Samiel não era excepção...Como veremos neste texto...




Castelo secreto negro, algures no Vale da Morte, conhecido por ser perto da Fronteira e Cyborg Town, ouvem-se elogios amorosos falsos e palavras carinhosas sussurradas pelas paredes. Num quarto amplamente fechado sem janelas, um homem alto com um metro e noventa e três, rosto oval e olhos penetrantes como as íris de um réptil, de trinta e seis anos acaricia com os seus dedos anormalmente ossudos uma beldade em transe.
Subitamente, ouve-se uma trémula batida nas portas negras de alabastro que parece quebrar aquele silêncio inquietante.
- Entre. – Responde o estranho homem friamente.
As portas abrem-se ao de leve, e entra outro homem, com várias semelhanças ao segundo, contudo, mais bem parecido e mais novo.
Antes de se dirigir, o homem de pé faz uma vénia silenciosa e, juntando as pernas, fica em sentido até novas ordens.
A voz grave e ameaçadora como uma tempestade do homem na cama faz-se ouvir mais uma vez:
- Ah, és tu, Jerininantus! Passou-se algo de urgente? Para me vires incomodar a estas horas...
O tal Jerininantus treme um pouco, no entanto, o seu sangue frio mantém-se, curva-se ainda mais, baixando-se de joelhos e com olhar matreiro.
- Meu senhor, tenho boas novas que decerto vos animarão mais do que a rapariga que tendes agora em vosso poder. – Comenta ironicamente, contendo o riso. – Contudo, não posso dá-las aqui....Não é apropriado...
O senhor do rapaz de vinte anos olha maliciosamente para Jerininantus.
- Ah! – Exclama sarcasticamente. – Entendo.
Mal disse aquelas palavras, o bruxo anulou a conjectura do encantamento, e, num breve estalar de dedos, as portas abriram-se por si próprias, rangendo como fantasmas da noite. A pequena náiade abriu os olhos muito assustada e correu o mais depressa que pode para a saída do quarto, consciente do perigo que corria nas mãos daquele psicopata.
O senhor do castelo olhou uma última vez para ela, encolhendo os ombros, qual lobo confiante da sua vitória.
- Ela não irá longe... – Diz com naturalidade. – Mal saia do castelo, será apanhada pelos outros.
Esse tal homem ainda na cama é Rwebertan Samiel Di Euncätzio, que acabava de terminar a famosa virgindade duma das damas de companhia de Eris, uma bonita sereia.
Já sentado no banco de trás na sua limusina vestido a preceito de preto, com o chapéu bicudo de bruxo a tapar por completo o seu rosto disforme e luvas de pele requintadas assentadas para cobrir o horror das suas garras, virou-se para o motorista, Jerininantus, um seu antigo homem de confiança.
- Fazes ideia se o velho tolo Neptuno e as suas duas princesas estarão no julgamento da sereia? – Perguntou num tom opurtunista.
O motorista sorriu da mesma forma traiçoeira que o seu amo, rindo-se estupidamente da pergunta e fazendo sobressair os seus dentes de coelho fiel e pronto a servir.
- Claro, meu senhor! – Respondeu ele divertido. – Toda a elite de deuses e nobres vão estar lá, só porque vós lhes dissestes em vossa carta ontem à noite que a culpa era da rapariga.
Mais uma vez, o dedo indicador passou carinhosamente pelo pêlo sedoso e suave do gato, fazendo-o ronronar satisfeito.
Contente, soltou uma risada maníaca e comentou em tom irónico:
- Sei! E o mais caricato desta situação é que nem Nossa Divina Majestade desconfiou da minha letra! Eh, eh, eh...
O que eles estavam a falar era, de facto, verdade, pois com os seus inigualáveis talentos de sedução e manipulação, Samiel Di Euncätzio desferira outro golpe: através de abraços enamorados no apartamento da menina de dezassete anos, convencera a sereia a trocar o copo de água de Eris por uma poção altamente tóxica que a faria cuspir aqueles sapos todos dentro de dez minutos, tempo suficiente para Samiel se lembrar das palavras mágicas para se fazer ouvir em todo o auditório. E mais, ainda conseguiu, para além da morte da cantora, 36 feridos e três mortos por causa daqueles animaizinhos terem uma pele igualmente venenosa. Ele sabia que a rapariga escrava, e ainda por cima mulher, não teria direito a fazer ouvir os seus direitos, portanto, não só se safaria daquele crime, como também limparia o bom nome, para assim, subir a posições políticas e aristocráticas no Palácio das Reuniões.

O Legado de Eris às outras Bruxas...


Desta vez, falarei do amor ardente que havia entre o Mestre Samiel e Eris. Sim, em tempos de adolescentes eles não eram nada descabidos em relação ao seu amor.

Aliás, o Assassino do Amor fez perder a virgindade à nossa primeira "femme fatal" de todos os tempos.

O vingativo e dramático vilão com a bela e maliciosa mulher. Este conhecido par foi referido em muitos filmes, livros e peças de teatro, mas nunca outro foi tão espantoso ou trágico como o grande Rei dos Bruxos e a Deusa do Caos. Quer dizer, ela foi a primeira bruxa na história da Dimensão Mágica e ele o primeiro bruxo. Nas suas orgias ardentes, o seu amor era proíbido, contudo, os dois jovens continuavam a encontrar-se. Neptuno, tio de Eris, exigia que esta se casasse com um homem que ela não gostava, mas o Mestre Samiel era o homem com que ela sempre sonhara. Ele tinha muitas mulheres, mas só gostava verdadeiramente de Eris.

Por outras palavras, idolatrava-a! O jovem Sami, já sonhando tornar-se no Rei da Atlântida, um dia, sussurrou-lhe no ouvido enquanto a levava a passear numa noite linda em Cyborg Town:


«Vede: tudo isto é vosso, minha rainha. E em breve, darei-vos um trono digno da vossa beleza, junto a mim, ao vosso senhor e servo!»


Ela, a brincar, riu-se, e, sentando-se ao colo forte do "Anjo Samiel", como ela antes o chamava, disse num tom trocista:


«Vós, meu amado Rei, sois o meu trono mais garboso!»


Que, de outras aventuras amorosas e deleites passados à surdina da noite não se espantasse aquele se ouvisse palavras ditas com tanto carinho por um par mais escandaloso como Samiel e Eris.

Mas eles amavam-se, e amavam-se de verdade, era tudo o que interessava para os dois jovens de dezoito anos.

Para todos os deuses, seria a vergonha uma rapariga da sua classe casar com um mago com tendências para practicar a magia negra.

por isso, combinaram com os Di Euncatzio prometer desde cedo o irmão mais velho de Samiel com a pobre Eris.

Mesmo que ela não quisesse, o estrategma resultaria, pois nessa altura, a vontade política era mais forte que o Amor.

Assim, a infeliz casou-se através de uns vapores que lhe poseram "em nome da democracia" com o seu Anjo Sami, mas apenas na sua mente, pois agora era toda de Jamelino Beno Di Euncatzio.

Para desgosto dela própria, viu Samiel enraivecido a assistir à assinatura legal do casamento na sua própria Cyborg Town, contendo-se com as mãos retorcidas, com o ódio a gelar o seu coração.


«Louco, afasta-te ou o teu sangue será derramado!» Gritaram os homens da Família Di Euncatzio e os deuses apontando as suas armas contra ele.

Enquanto isso Eris derramava lágrimas e tremia por detrás do pálido e branco véu como um fantasma, meio louca com a droga que lhe tinham dado, quase que desmaiava lá mesmo naquele lugar.


Enlouquecido pela ira, agarrou-a pelo braço fortemente como bruta fera e atirou-a para o chão, desembainhou o florete, apenas provando a sua louca paixão pela deusa e afastando os clientes.

«Ingrata, amo-te apesar de toda a humilhação que me fazes passar, amo-te...Traíste-me, mulher infiel no sagrado templo do amor, no nosso templo do amor!»


Nessa hora de terror, a Eris, para se defender e não ser morta, lançou-lhe a famosa maldição que lhe transformou de anjo perfeito para malévolo anjo caído.

Eris tinha um cabelo ruivo cor-de-fogo e olhos-azuis lindíssimos, é por isso que eu sinto-me amedrontada só de pensar que eu poderia ser a reencarnação da Eris. Não sou parecida com ela?

Enfim, ela é considerada a mãe de todas as Bruxas e é muito comun ver no Dia das Magias Negras bonecos com a imagem de Eris nua com uma píton enrolada sobre o seu voluptuoso corpo a ser queimada para dar boa sorte. Esta é uma das muitas tradições estúpidas para mim. É um insulto a nós, Bruxas - que eramos queimadas durante o tempo da Inquisição...! (Ver imagem em cima)

domingo, 23 de setembro de 2007

Massacre do Dia das Magias Negra (Última parte)

Precisamente na orgulhosa tarde da grande e última actuação da internacionalmente famosa cantadeira Eris – termo português para cantora de fado ou simplesmente para cantora – o anfitreão que a iria apresentar ao público atlante foi misteriosamente encontrado nas margens do Rio Benção, perto de Cyborg Town, morto com um saco de papel na cabeça e ao ser examinado, encontraram um vírus fatal de febre tifóide que o colocou num estado horrível!
Ao lado do seu chapéu, encontraram também uma carta a dizer:

Damas e Cavalheiros da Nobreza atlante,

Já vos mandei vários avisos acerca de como a Atlântida deve ser governada, porém, até agora, não têm seguido as minhas ordens.
Irei dar-vos uma última opurtinidade: quero que a cantadeira e deusa do caos Eris vá para o Mundo dos Mortais e que, assim sendo, lhe sejam retirados todos os seus poderes, vivendo como uma humana simples lá.
Enquanto isso, sugiro que a nossa linda Princesa Sarvahdinada Arco-íris de Fogo se estreie com a sua linda voz. Acrescento que Eris irá para o mundo dos Mortais muda.
Assim, o espectáculo estará , numa única palavra...IDEAL...!
Arranjarei forma de assistir à estreia da minha querida Princesa até às oito da noite. Se até lá não tiverem executado estas instruções, um desastre para além da vossa compreensão irá acontecer.

Permaneço, assim, meus caros senhores e senhoras, um obediente servo...

ĶĿ
(Assassino do Amor)


Mesmo assim, Eris fez escândalo e berrou o mais que pode para que a sua grande e última actuação não fosse roubada por uma “miúda piolhenta de cinco anos” , como ela chamou á Serpente Arco-íris.
Era este ou não o seu momento de brilhar pela última vez. Ela só pensava em dinheiro ou fama, e não havia dúvida que o Assassino do Amor não lhe metia medo.
Para além de ter o que queria, ela fez questão de convencer todos os convidados a participar num controlo de segurança: sempre que um deles passava pela entrada do auditório, tinham de comer uma maçã dourada do caos, e, se por algum incidente, os seus dentes se partissem aos bocados, ele ou ela teria de ser o Mestre Samiel ou um dos seus homens disfarçado.
Cinco minutos depois da primeira canção, as luzes em todo o auditório e a electricidade falharam, e, de repente, ouviu-se a terrível e ameaçadora voz característica do Assassino do Amor:
- Eu não disse claramente que Eris devia saír da Dimensão Mágica?!
- DESAPARECE DAQUI, SEU SAPO VELHO! – Berrou insistemente Eris muito irritada.
- Um sapo, madame? – Exclamou inocentemente a voz de Euncätzio. – Talvez seja a senhora o sapo!
Mal ele disse aquela frase, a mulher continuou a cantar, mas em vez da sua voz, saiu um carcarejo grosso e nojento.
Uma risada perversa ouviu-se dum homem satisfeito, vendo que o seu plano estava a resultar às mil maravilhas.
Cinco minutos depois, as luzes e a electricidade voltaram e a querida cantora de todos pode finalmente cantar em paz.
O som da sua voz aguda de mulher saía perfeitamente, até que, subitamente, a barriga e a garganta começaram a apertar-lhe severamente os movimentos.
De seguida, teve várias convulsões no estômago, com suores frios e implacáveis, surgidos do nada! Mesmo uma única palavra seria difícil de dizer no estado em que estava.
Em breve, Eris começou a vomitar horríveis sapos da boca, invadindo a audiência de uma sensação desagradável de pavor àqueles bichos vermelhos que saltitavam da boca da cantora.
Até Neptuno ficou transtornado com uma coisa daquelas. Os anfíbios não paravam de saír da boca dela, e ninguém sabia como os parar! Ela lá tentou tapar a boca, mas os pequenos bichos continuavam e continuavam....A partir daquele dia ela nunca mais pode falar. Morreu silenciosamente treze dias depois...!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Massacre do Dia das Magias Negras - parte I








Ainda hoje o Dia das Magias Negras é sinónimo com um massacre ainda maior que o da lenda do Assassino do Amor quer fazer parecer. Esta conspiração sangrenta foi provocada porque Samiel nesta alturaera um homem arrogante e frio; um maníaco sexual cuja única coisa que o fazia sentir-se sentimental era o poder.


Realmente alguns dos seus subordinados afirmaram ser verdade que o seu amo estava louco de todo! Desde os primeiros anos dourados de Cyborg Town que a leve ezquisofrenia e a sede por energia mágica (o sangue que corre numa fada, bruxa, bruxo, cyborg, deus e mago. Os Demónios não têm energia mágica, estão mortos, são como zombies a andar na terra) de mulheres lindas. Quando o longo dia (noite) trabalho acabava o álcool e o sexo era a sua salvação para o cansaço e stress.


Isto não seria problema (sendo o primeiro bruxo, o seu sistema digestivo aguentava aquelas garrafas de licor de pena de corvo com framboesa azeda, bebida típica atlante)...


Enquanto que ele se ocupava de apanhar as ondinas; os seus homens violavam o direito de privacidade ao bater à porta a altas horas a todas as portas brancas, levavam as fadas para a rua e matavam-nas com os seus tridentes com as suas acrobacias e incríveis poderes negros. Na manhã de 1 de Novembro os jornais diziam as atrocidades que “A família Di Euncätzio” tinha cometido: “Noite de sangue, morreram 666 fadas e desapareceram 333 magos!” no News Zone; “O maior crime da Família Di Euncätzio” no Diário Atlante; “Família Di Euncätzio: cacau derretido em energia mágica espalhada por toda a Atlântida!” na revista Fada Cozinheira; “Dignidade já nos sonhos doces dos Di Euncätzio” no Lua de Cristal; “Indústrias Di Euncätzio perdidas no fundo do terrorrismo!” no Novo Guia Essencial para a Atlântida de Platão. O primeiro Dia da Magia Negra tinha sido festejado.
Era mais que óbvio que o reino de terror de Rwebertan Samuel Di Euncätzio de trinta e quatro anos ainda não desabara por completo. Um ano passou-se, e practicamente, todas as fábricas Di Euncätzio tinham falido graças ao Dia da Magia Negra. A família tinha sido arrasada econimicamente social e literalmente. Uma noite, a janela do quarto da pobre e infiel rapariga de trinta e um anos abriu-se de rompante e um homem de uma fealdade indescritível entrou a dentro. Porém, o que viu, fez com que a malvada (Eris também não era nenhuma santa) desatasse às gargalhadas: lágrimas de cristal corriam pelo rosto de pedra do bruxo.



Ele não vinha lá para matar, mas sim para perdoar. Implorou à deusa para que começassem uma nova vida longe da Atlântida e que se o beijasse era suficiente para a salvar da perdição eterna.


- Só peço um beijo, Eris. - Disse segundo alguns criados da deusa. - Esqueci o nosso passado, e tu, meu amor? Ainda é tempo para nos redemirmos dos nossos crimes.


Contudo, a mulher só pensava no quão rica seria quando cassasse com o irmão mais velho do Assassino do Amor (tinham anunciado o noivado há três anos, mas por mais apressada que fosse, Jamelino não era tão extravagante) e o quão mais ricos eles poderiam ser quando reconstruíssem uma pastelaria Di Euncatzio. Jóias, pérolas e diamantes, era o único amor de Eris.
Na sua voz ondulada e sedutora, ela respondeu virando-lhe costas:


- Não será decerto nem hoje, nem amanhã nem nunca que te vou beijar, seu patife! É bem feito que estejas assim, sempre foste um monstro cruel por dentro, agora és mesmo um! Oh, não, não e não...!


A pacîência do Mestre Samiel ainda não se tinha esgotado, por isso ao deixá-la, lançou-lhe um beijo e num súbito vento e nevoeiro branco, a sua voz aterrorizadora soou num tom de ameaça:


- Tem cuidado contigo, Eris...! Este é o último aviso: realmente amas o idiota do meu irmão, é bom que lhe sejas fiel. Seria uma pena vê-lo destroçado por uma porca como tu!

Quanto ao Jamelino Beno Di Euncätzio, foi o único a sobreviver à maldição da praga de Serpente de Fogo (transformando t30% da população no povo Cyborg) da sua família.
Ficou com Eris, mas não por muito tempo: o coração volátil da mulher logo se dirigiu para o governante Neptuno, o Deus dos Oceanos e patrono de toda a Atlântida, que tinha acabado de perder a primeira noiva. Achando uma opurtinidade para se tornar na 1ª dama de toda a Atlântida, Eris cortejou o poderoso deus e expulsou Jamelino Beno do caminho; sem dinheiro nenhum, ele não valia nada, e apesar de todos os constantes avisos de todas as suas amigas para ter cuidado para não "brincar com o fogo", ela fez orelhas moucas quanto ao Assassino do Amor....Erro crasso........!

Continua na próxima parte...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Cyborg Town e o Anel da Serpente (Parte III)



Logo que a feira deu os seus frutos finais, já Sami de vinte e oito anos tinha nas suas mãos setecentos homens e dez mil fenixnianos por mês o que equivale actualmente a dois mil euros! – o producto final da feira, tirando o salário dos seus homens e as despesas de “Cyborg Town” – para ajudarem-no na fase 2 do seu grande plano para eliminar e humilhar de uma vez por todas o seu irmão mais velho. Surpreendentemente, contou a boa nova aos seus parentes, incitando-os a pôrem a sua gastronomia à venda nas barracas da grandiosa feira e convidou-os ao primeiro aniversário da feira, com uma grande surpresa reservada para a meia-noite do dia 25 de Junho de 20.005 A.C.
Como um jovem teria arrecadado tanta fortuna e fama em apenas três míseros anos – o “Mestre Samiel”, como ele se intitulava nessa altura, já era conhecido por toda a Atlântida pela sua “terra das maravilhas” – a família Di Euncätzio não queria saber nem estava para aturar o seu “filho prodígio”, pois classificavam o abandono e negação de toda fortuna da família como ele já estivesse morto! E não só vieram à festa como afirmaram ser verdade os romoures cujo contavam que o “Mestre Samiel” estava louco de todo! Os rumoures vieram dar lugar a calúnias, e em breve, em quatro dias o ingénuo sonho cor-de-rosa de Samiel quebrou-se em mil pedaços, e o rapaz encontrou-se novamente na banca rota, humilhado, com Cyborg Town na falência, sem um único visitante! O seu plano nunca se viria a concretizar...?! O seu segredo de fazer fortuna ficaria guardado para todo sempre...........? Aquele seria o fim da fortuita carreira do “Primeiro Bruxo”!?
Além disso, com o casamento de Jamelino Beno Dark Sword com a linda deusa Eris; a família tinha outras coisas com que se preocupar.
O pobre Sami ficou destroçado quando o amor da sua vida passou para o lado do seu pior inimigo!

“O Mestre Rwebertan Samiel Euncätzio chorava copiosamente de madrugada e ao ver-nos dizia com um tom sombrio na voz «estamos perdidos, ó boa gente, estamos perdidos.....”


Ele não tinha tempo para Eris, mas quando o tinha, empenhava-se ao máximo para a conquistar, mas nem todos os seus truques infalíveis para conquistar mulheres resultavam com ela (era a sua “menina do coro” preferida, a jovem deusa trabalhava em Cyborg Town, para demonstrar o seus talentos musicais, e em todas suas perfomances e apresentações, nas raras vezes que se viam nos números em conjunto, notava-se uma faísca de paixão em Sami, porém, o mesmo não acontecia com a rapariga, ela detestava beijá-lo no palco diante de várias pessoas a verem) A última vez que o viu em público foi nesse aniversário onde o transformou num monstro horroroso que ele passou a ser, um rosto que podia parar um relógio!
Mas porquê tanto ódio ao seu irmão mais velho? É que, desde que era um rapaz, Samiel via o seu irmão ter tudo o que queria: bonito, as raparigas mais belas, o mais popular na escola, o menino preferido da família, as melhores notas, os melhores presentes na Páscoa e no aniversário; mas porque razão não gostariam do “Anjo Caído Sami”?!
Samiel era tão bonito como o seu irmão.
De tal maneira o seu reino ficou abandonado, que agora, ele vivia num castelo negro que ele tinha feito, desde cedo fora a primeira obra mencionada no seu interminável poema, quase a morrer de fome, e ficou tão perturbado, que a mente ficou mais malvada a cada dia horrível que passava!
Desta vez, ele jurou vingança não só ao irmão ou à própria família, mas também à Atlântida inteira, prometendo de corpo e alma que um dia, ele seria o homem mais poderoso de toda a Atlântida.
Mais um plano surgiu no seu cérebro fértil. Com o dinheiro que ainda restava, comprou um Rolls Royce, rápido, lustroso e moderno; mandou os seus homens forjarem uma espada fina, um florete fatal juntamente com a tindrite, mortal ao contacto com a pele de qualquer deusa, nobre, ninfa ou fada; enfeitiçou com as suas artes negras a sua harpa, tornando-a irressístivel e com um efeito hipnótico para qualquer mulher que a ouvisse; vestiu as suas vestes pretas, pôs um chapéu de feltro igualmente preto, calçou umas botas de cabedal negras; calçou umas luvas negras de pele de uma raposa negra que morrera numa sexta-feira 13; e ordenou todos os seus homens para que fizessem o mesmo com os restos dos seus salários, comprando as mesmas roupas que ele, mas que não comprassem um carro, mas sim um tridente. Ensinou apenas os feitiços de magia negra mais simples que conhecia, e disse com a sua voz falsetto terrível para um homem de certa idade (trinta e três anos!):

- Vão até às casas das fadas e magos e tragam pelo menos três exemplares de lá; quer de boa vontade ou à força da violência! Digam aos vizinhos e aos sobreviventes que foram os Di Euncätzio que vos ordenaram fazer isto e que nunca mais irão ver essas queridas pessoas dessa forma!!!!!!!!!!!!! A propósito, as duas Princesas sempre quiseram vir ao meus domínios, temos de as convidar qualquer dia..........

Assim tão determinado o disse e assim o fez: na noite de todos os santos tocou a harpa docemente, apresentando-se como um jovem garboso, de vestes pretas guiando suavemente montado no seu brilhante carro de luxo qual mocho da noite observando as ondinas a brincar lá em baixo na fonte de Kali da Avenida Principal, e outros seres femininos elementares entoando canções atrevidas, que escarneciam do poderoso e humilhado bruxo. Atraía as pequenas e malandras criaturas aquáticas para saírem da fonte e da água, chamando-as com bonomia «Lindas donzelas sobrenaturais, senti-vos infelizes acorrentadas nessa minúscula fonte para toda a eternidade? Vinde comigo, sei dum sítio onde todos os dias são de fartura e prazer, deixem-se encantar pela maravilhosa música do Mestre Samiel....» Ele prometía-lhes doces e uma vida de princesa, mas o que tinha reservado para elas era bem diferente: uma vida de escravatura, forçando-as a serem sacrificadas para os seus pervertidos e impensáveis actos sexuais, esquartejando-as depois quando estavam “inúteis”, deixando-as nas ruas em toda a Atlântida com a assinatura e o selo da família Di Euncätzio numa carta de amor. Assim nasceu a lenda do Assassino do Amor e da má-reputação de Cyborg Town, mas ainda não te contei porque razão o Dia das Magias Negras é festejado. Isso fica para outra vez.... (Risadas sinistras minhas)

sábado, 1 de setembro de 2007

Os Demónios - milénios de discriminação


Na minha carta falei acerca das fantasmas das amantes do meu tetrabisavô, e tu deverias ter-te perguntado ao lê-la:

De que classe são os fantasmas...?

Bom, os fantasmas são da classe dos Demónios e geralmente eles são os “bodes expiatórios” – juntamente com os Cyborgs – de todos os crimes que nós, Bruxos, cometemos, e são tratados com tal crueldade que não importa se são assustadores ou não, nós é que somos os mestres deles. A maior parte dos Demónios vive na Fronteira, atrás das fortes grades dos portões da Fronteira entre o Mundo dos Mortais e a Dimensão Mágica....Grande mentira hipócrita! Ainda existem alguns demónios e fantasmas que assombram a maior parte de toda a Atlântida, mas que nunca entraram no sagrado Palácio das Reuniões isso é verdade.
Se te perguntas porque somos superiores, aqui está a Pirâmide de Classificação Atlante, ou mais conhecida por PCA, estabelecida pela SPV em 6 Junho de 20.006 A.C.




  1. Deuses


  2. Bruxos


  3. Nobres


  4. Fadas


  5. Magos Brancos


  6. Cyborgs


  7. Demónios

Como vês, isto da discriminação entre classes já dura muito, mas depois da Guerra de Poriavostin, a PCA mudou mais ou menos assim:


Deuses

Nobres

Fadas

Magos Brancos

Bruxos

Cyborgs

Demónios


Até agora, a PCA mantêm-se mais ou menos assim:

Deuses

Nobres

Magos Brancos

Bruxos

Fadas

Cyborgs

Demónios


Foi assim que está e nunca mais vai mudar, até que aqueles deformados decidirem tomar controlo, é por isso mesmo que nós, Bruxos, estamos aqui, para assegurar que malandrins como as fantasmas das amantes do Duque Hermann von Tifon exagerem. E não achas que somos bastantes assustadores que aqueles demónios asiáticos da treta? Nós, os Bruxos, somos malvados, mas ao contrário dos Demónios, temos requinte... eh, eh, eh...!


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