segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Massacre do Dia das Magias Negras - parte I








Ainda hoje o Dia das Magias Negras é sinónimo com um massacre ainda maior que o da lenda do Assassino do Amor quer fazer parecer. Esta conspiração sangrenta foi provocada porque Samiel nesta alturaera um homem arrogante e frio; um maníaco sexual cuja única coisa que o fazia sentir-se sentimental era o poder.


Realmente alguns dos seus subordinados afirmaram ser verdade que o seu amo estava louco de todo! Desde os primeiros anos dourados de Cyborg Town que a leve ezquisofrenia e a sede por energia mágica (o sangue que corre numa fada, bruxa, bruxo, cyborg, deus e mago. Os Demónios não têm energia mágica, estão mortos, são como zombies a andar na terra) de mulheres lindas. Quando o longo dia (noite) trabalho acabava o álcool e o sexo era a sua salvação para o cansaço e stress.


Isto não seria problema (sendo o primeiro bruxo, o seu sistema digestivo aguentava aquelas garrafas de licor de pena de corvo com framboesa azeda, bebida típica atlante)...


Enquanto que ele se ocupava de apanhar as ondinas; os seus homens violavam o direito de privacidade ao bater à porta a altas horas a todas as portas brancas, levavam as fadas para a rua e matavam-nas com os seus tridentes com as suas acrobacias e incríveis poderes negros. Na manhã de 1 de Novembro os jornais diziam as atrocidades que “A família Di Euncätzio” tinha cometido: “Noite de sangue, morreram 666 fadas e desapareceram 333 magos!” no News Zone; “O maior crime da Família Di Euncätzio” no Diário Atlante; “Família Di Euncätzio: cacau derretido em energia mágica espalhada por toda a Atlântida!” na revista Fada Cozinheira; “Dignidade já nos sonhos doces dos Di Euncätzio” no Lua de Cristal; “Indústrias Di Euncätzio perdidas no fundo do terrorrismo!” no Novo Guia Essencial para a Atlântida de Platão. O primeiro Dia da Magia Negra tinha sido festejado.
Era mais que óbvio que o reino de terror de Rwebertan Samuel Di Euncätzio de trinta e quatro anos ainda não desabara por completo. Um ano passou-se, e practicamente, todas as fábricas Di Euncätzio tinham falido graças ao Dia da Magia Negra. A família tinha sido arrasada econimicamente social e literalmente. Uma noite, a janela do quarto da pobre e infiel rapariga de trinta e um anos abriu-se de rompante e um homem de uma fealdade indescritível entrou a dentro. Porém, o que viu, fez com que a malvada (Eris também não era nenhuma santa) desatasse às gargalhadas: lágrimas de cristal corriam pelo rosto de pedra do bruxo.



Ele não vinha lá para matar, mas sim para perdoar. Implorou à deusa para que começassem uma nova vida longe da Atlântida e que se o beijasse era suficiente para a salvar da perdição eterna.


- Só peço um beijo, Eris. - Disse segundo alguns criados da deusa. - Esqueci o nosso passado, e tu, meu amor? Ainda é tempo para nos redemirmos dos nossos crimes.


Contudo, a mulher só pensava no quão rica seria quando cassasse com o irmão mais velho do Assassino do Amor (tinham anunciado o noivado há três anos, mas por mais apressada que fosse, Jamelino não era tão extravagante) e o quão mais ricos eles poderiam ser quando reconstruíssem uma pastelaria Di Euncatzio. Jóias, pérolas e diamantes, era o único amor de Eris.
Na sua voz ondulada e sedutora, ela respondeu virando-lhe costas:


- Não será decerto nem hoje, nem amanhã nem nunca que te vou beijar, seu patife! É bem feito que estejas assim, sempre foste um monstro cruel por dentro, agora és mesmo um! Oh, não, não e não...!


A pacîência do Mestre Samiel ainda não se tinha esgotado, por isso ao deixá-la, lançou-lhe um beijo e num súbito vento e nevoeiro branco, a sua voz aterrorizadora soou num tom de ameaça:


- Tem cuidado contigo, Eris...! Este é o último aviso: realmente amas o idiota do meu irmão, é bom que lhe sejas fiel. Seria uma pena vê-lo destroçado por uma porca como tu!

Quanto ao Jamelino Beno Di Euncätzio, foi o único a sobreviver à maldição da praga de Serpente de Fogo (transformando t30% da população no povo Cyborg) da sua família.
Ficou com Eris, mas não por muito tempo: o coração volátil da mulher logo se dirigiu para o governante Neptuno, o Deus dos Oceanos e patrono de toda a Atlântida, que tinha acabado de perder a primeira noiva. Achando uma opurtinidade para se tornar na 1ª dama de toda a Atlântida, Eris cortejou o poderoso deus e expulsou Jamelino Beno do caminho; sem dinheiro nenhum, ele não valia nada, e apesar de todos os constantes avisos de todas as suas amigas para ter cuidado para não "brincar com o fogo", ela fez orelhas moucas quanto ao Assassino do Amor....Erro crasso........!

Continua na próxima parte...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Cyborg Town e o Anel da Serpente (Parte III)



Logo que a feira deu os seus frutos finais, já Sami de vinte e oito anos tinha nas suas mãos setecentos homens e dez mil fenixnianos por mês o que equivale actualmente a dois mil euros! – o producto final da feira, tirando o salário dos seus homens e as despesas de “Cyborg Town” – para ajudarem-no na fase 2 do seu grande plano para eliminar e humilhar de uma vez por todas o seu irmão mais velho. Surpreendentemente, contou a boa nova aos seus parentes, incitando-os a pôrem a sua gastronomia à venda nas barracas da grandiosa feira e convidou-os ao primeiro aniversário da feira, com uma grande surpresa reservada para a meia-noite do dia 25 de Junho de 20.005 A.C.
Como um jovem teria arrecadado tanta fortuna e fama em apenas três míseros anos – o “Mestre Samiel”, como ele se intitulava nessa altura, já era conhecido por toda a Atlântida pela sua “terra das maravilhas” – a família Di Euncätzio não queria saber nem estava para aturar o seu “filho prodígio”, pois classificavam o abandono e negação de toda fortuna da família como ele já estivesse morto! E não só vieram à festa como afirmaram ser verdade os romoures cujo contavam que o “Mestre Samiel” estava louco de todo! Os rumoures vieram dar lugar a calúnias, e em breve, em quatro dias o ingénuo sonho cor-de-rosa de Samiel quebrou-se em mil pedaços, e o rapaz encontrou-se novamente na banca rota, humilhado, com Cyborg Town na falência, sem um único visitante! O seu plano nunca se viria a concretizar...?! O seu segredo de fazer fortuna ficaria guardado para todo sempre...........? Aquele seria o fim da fortuita carreira do “Primeiro Bruxo”!?
Além disso, com o casamento de Jamelino Beno Dark Sword com a linda deusa Eris; a família tinha outras coisas com que se preocupar.
O pobre Sami ficou destroçado quando o amor da sua vida passou para o lado do seu pior inimigo!

“O Mestre Rwebertan Samiel Euncätzio chorava copiosamente de madrugada e ao ver-nos dizia com um tom sombrio na voz «estamos perdidos, ó boa gente, estamos perdidos.....”


Ele não tinha tempo para Eris, mas quando o tinha, empenhava-se ao máximo para a conquistar, mas nem todos os seus truques infalíveis para conquistar mulheres resultavam com ela (era a sua “menina do coro” preferida, a jovem deusa trabalhava em Cyborg Town, para demonstrar o seus talentos musicais, e em todas suas perfomances e apresentações, nas raras vezes que se viam nos números em conjunto, notava-se uma faísca de paixão em Sami, porém, o mesmo não acontecia com a rapariga, ela detestava beijá-lo no palco diante de várias pessoas a verem) A última vez que o viu em público foi nesse aniversário onde o transformou num monstro horroroso que ele passou a ser, um rosto que podia parar um relógio!
Mas porquê tanto ódio ao seu irmão mais velho? É que, desde que era um rapaz, Samiel via o seu irmão ter tudo o que queria: bonito, as raparigas mais belas, o mais popular na escola, o menino preferido da família, as melhores notas, os melhores presentes na Páscoa e no aniversário; mas porque razão não gostariam do “Anjo Caído Sami”?!
Samiel era tão bonito como o seu irmão.
De tal maneira o seu reino ficou abandonado, que agora, ele vivia num castelo negro que ele tinha feito, desde cedo fora a primeira obra mencionada no seu interminável poema, quase a morrer de fome, e ficou tão perturbado, que a mente ficou mais malvada a cada dia horrível que passava!
Desta vez, ele jurou vingança não só ao irmão ou à própria família, mas também à Atlântida inteira, prometendo de corpo e alma que um dia, ele seria o homem mais poderoso de toda a Atlântida.
Mais um plano surgiu no seu cérebro fértil. Com o dinheiro que ainda restava, comprou um Rolls Royce, rápido, lustroso e moderno; mandou os seus homens forjarem uma espada fina, um florete fatal juntamente com a tindrite, mortal ao contacto com a pele de qualquer deusa, nobre, ninfa ou fada; enfeitiçou com as suas artes negras a sua harpa, tornando-a irressístivel e com um efeito hipnótico para qualquer mulher que a ouvisse; vestiu as suas vestes pretas, pôs um chapéu de feltro igualmente preto, calçou umas botas de cabedal negras; calçou umas luvas negras de pele de uma raposa negra que morrera numa sexta-feira 13; e ordenou todos os seus homens para que fizessem o mesmo com os restos dos seus salários, comprando as mesmas roupas que ele, mas que não comprassem um carro, mas sim um tridente. Ensinou apenas os feitiços de magia negra mais simples que conhecia, e disse com a sua voz falsetto terrível para um homem de certa idade (trinta e três anos!):

- Vão até às casas das fadas e magos e tragam pelo menos três exemplares de lá; quer de boa vontade ou à força da violência! Digam aos vizinhos e aos sobreviventes que foram os Di Euncätzio que vos ordenaram fazer isto e que nunca mais irão ver essas queridas pessoas dessa forma!!!!!!!!!!!!! A propósito, as duas Princesas sempre quiseram vir ao meus domínios, temos de as convidar qualquer dia..........

Assim tão determinado o disse e assim o fez: na noite de todos os santos tocou a harpa docemente, apresentando-se como um jovem garboso, de vestes pretas guiando suavemente montado no seu brilhante carro de luxo qual mocho da noite observando as ondinas a brincar lá em baixo na fonte de Kali da Avenida Principal, e outros seres femininos elementares entoando canções atrevidas, que escarneciam do poderoso e humilhado bruxo. Atraía as pequenas e malandras criaturas aquáticas para saírem da fonte e da água, chamando-as com bonomia «Lindas donzelas sobrenaturais, senti-vos infelizes acorrentadas nessa minúscula fonte para toda a eternidade? Vinde comigo, sei dum sítio onde todos os dias são de fartura e prazer, deixem-se encantar pela maravilhosa música do Mestre Samiel....» Ele prometía-lhes doces e uma vida de princesa, mas o que tinha reservado para elas era bem diferente: uma vida de escravatura, forçando-as a serem sacrificadas para os seus pervertidos e impensáveis actos sexuais, esquartejando-as depois quando estavam “inúteis”, deixando-as nas ruas em toda a Atlântida com a assinatura e o selo da família Di Euncätzio numa carta de amor. Assim nasceu a lenda do Assassino do Amor e da má-reputação de Cyborg Town, mas ainda não te contei porque razão o Dia das Magias Negras é festejado. Isso fica para outra vez.... (Risadas sinistras minhas)

sábado, 1 de setembro de 2007

Os Demónios - milénios de discriminação


Na minha carta falei acerca das fantasmas das amantes do meu tetrabisavô, e tu deverias ter-te perguntado ao lê-la:

De que classe são os fantasmas...?

Bom, os fantasmas são da classe dos Demónios e geralmente eles são os “bodes expiatórios” – juntamente com os Cyborgs – de todos os crimes que nós, Bruxos, cometemos, e são tratados com tal crueldade que não importa se são assustadores ou não, nós é que somos os mestres deles. A maior parte dos Demónios vive na Fronteira, atrás das fortes grades dos portões da Fronteira entre o Mundo dos Mortais e a Dimensão Mágica....Grande mentira hipócrita! Ainda existem alguns demónios e fantasmas que assombram a maior parte de toda a Atlântida, mas que nunca entraram no sagrado Palácio das Reuniões isso é verdade.
Se te perguntas porque somos superiores, aqui está a Pirâmide de Classificação Atlante, ou mais conhecida por PCA, estabelecida pela SPV em 6 Junho de 20.006 A.C.




  1. Deuses


  2. Bruxos


  3. Nobres


  4. Fadas


  5. Magos Brancos


  6. Cyborgs


  7. Demónios

Como vês, isto da discriminação entre classes já dura muito, mas depois da Guerra de Poriavostin, a PCA mudou mais ou menos assim:


Deuses

Nobres

Fadas

Magos Brancos

Bruxos

Cyborgs

Demónios


Até agora, a PCA mantêm-se mais ou menos assim:

Deuses

Nobres

Magos Brancos

Bruxos

Fadas

Cyborgs

Demónios


Foi assim que está e nunca mais vai mudar, até que aqueles deformados decidirem tomar controlo, é por isso mesmo que nós, Bruxos, estamos aqui, para assegurar que malandrins como as fantasmas das amantes do Duque Hermann von Tifon exagerem. E não achas que somos bastantes assustadores que aqueles demónios asiáticos da treta? Nós, os Bruxos, somos malvados, mas ao contrário dos Demónios, temos requinte... eh, eh, eh...!


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sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Próximos Episódios de Almas Siamesas - Amor Antigo

Atenção a todos: os próximos episódios das hilariantes histórias da família von Tifon e da misteriosa Atlântida estão a chegar.

General von Tifon - Jessica, que estás a fazerr no pc?

Nada, Priminho, agora faça favor de saír do meu quarto, ai que cusco!
Agora, como eu estava a dizer, acabei de saber novas acerca da minha vida e mal posso esperar para tas contar.
Por exemplo, parece que o Primo Coutinho r a Serpente de Fogo depois daquela discussão terrível, começaram a "derreter".
Não achas que eles fazem um bonito par? xD
Depois, o Nalden teve um sonho singular.... ;)

Tenente Otto Nalden - Fraulein Jessica, já está escrever outra vez? Espero que não seja acerca de mim!

Claro que não! Eu nunca digo mal de ti atrás das tuas costas! Agora, podes deixar-me sozinha, sim?
Pronto, estamos finalmente sozinhos, portanto, o Nalden está com o amor ao virar da esquina.... eh, eh, eh........!

Mais não posso contar, por isso, só me resta dizer: um grande abraço da tifongirl para todos!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Cyborg Town e o Anel da Serpente (Parte II)


Como é que esta armadilha gigante nasceu? Quando é que esse ta 1º bruxo conseguiu transformar uma "Ilha dos Prazeres" com um cocktail de auschwitz com Las Vegas?!


Para isso, temos de recuar vinte mil anos atrás, precisamente na altura onde Neptuno ainda reinava justamente sobre a Atlântida e quando não exisitiam nem Bruxos, nem Cyborgs, nem Demónios, apenas Deuses, Nobres, Fadas e Magos coexistiam em paz e harmonia naquele paraíso na Dimensão Mágica!

Nessa altura, a palavra "feiticeiros" era apenas atribuída a uma família: os ricos Di Euncätzio eram uma família de cozinheiros e músicos, mas o seu trabalho principal era a pastelaria, a chocolateria e a gastronomia. Eram também os magos mais poderosos de toda a Cidade Perdida, naquele tempo considerada a capital internacional da economia e comércio na Dimensão M+agica. Dizia-se que os seus doces, sopas, enchidos e iguarias tinham um sabor tão especial e aspecto irressístivel devido a um tempero que jamais revelariam.

Ora, o segundo filho mais velho da numerosa família – Rwebertan Samiel Di Euncätzio – não ligava tanto ao negócio do seu clã, mas se o pequeno “Sami” de vinte e cinco anos adorasse a sua harpa e considerasse como seu único e melhor amigo sim, isso era verdade!

Jamelino Beno de vinte e seis anos preferia as magias ocultas do alquimismo para alcançar o que nenhum Di Euncätzio conseguira, transformar o seu cacau esmagado em tindrite peperita, a versão mais tóxica da hortelâ-pimenta, que ao entrar em contacto com a pele, dizia-se provocar palidez súbita; mas o seu uso como afrodísiaco e aroma de doces era divinal!
O segredo e tempero da Gastronomia Di Euncätzio baseava-se em temperarem a comida com um pouco de milemnite peperita, a hortelâ-pimenta atlante, só encontrada na Floresta de Cristal na Zona Histórica, uma planta deveras rara. Com a tindrite peperita, Jamelino Beno seria concerteza o próximo chefe das indústrias Di Euncätzio e ser o homem mais rico de toda a Atlântida.

Ao saber disso, Sami ficou tão invejoso que decidiu não só copiar a ideia do “mano James”, como também aperfeiçoou o engenhoso plano: com o dinheiro que o chefe da família lhe dava, comprou um terreno baldio de exactamente 30.000 mil metros quadrados, um inteiro districto abandonado da atlântida, a precisar de algumas obras. O astuto Sami meteu logo mãos-à-obra, deu corda às sandálias, e começou logo o seu árduo trabalho apenas com uma pá; cinquenta km de arame farpado; um mapa do districto vazio; uma folha de uma ode sua à infância; e aproximadamente cinquenta fenixinianos num pequeno saco, ou seja, dez euros certinhos.
Durante dia e noite, o rapaz não descansava, cavando profundamente no solo, seguindo as instruções do mapa e do insignificante poema.
O seu esforço valeu-lhe imensos calos nas mãos e nos pés e uns músculos que atraíam as pequenas fadas que observavam com admiração a dura tarefa do mago, porém, um ano depois, viu a sua obra-prima terminada: um pequeno laboratório e feira de diversões onde as criaturas mágicas mais novas estivessem a salvo dos perigos. Chamou-lhe Cyborg Town, mas esses eram os dias jovens do pequeno Samiel de vinte e seis anos, aquilo assemelhava-se mais a um “Portugal dos Pequenitos do que uma enorme metrópole de diversão e prazer. No entanto, a sua música atractiva e os megafones soando a aguda voz jovem de Euncätzio a convidar ternamente as crianças, fadas, e toda a espécie de ninfas a entrarem no seu mundo de alegria e jogos do mais bizarro que se pudesse alguma vez imaginar parecia algo provido de uma mente distorcida e pueril....!” Mas Sami era um génio sem dúvida, os seus doces, tabaco e chocolates pareciam ser a resolução para vários problemas diplomáticos no Palácio das Reuniões, e o seu país de sonhos com que sempre visionara desde pequeno crescia e crescia..........
Em breve, a sua cara estava estampada em todos os jornais atlantes ora tratado como “O novo Midas que toca em Chocolate e o transforma em ouro!” no News Zone; “Doce Mulherengo faz fortuna com Feira-Popular” no Diário Atlante; o prémio “O Pasteleiro do Ano” pela revista Fada Cozinheira; “Mago que adora crianças cria o parque temático mais inadecritável que a Atlântida alguma vez viu no último milhão de anos” no tablóide Lua de Cristal; “Cyborg Town – primeiro dia de trabalho: 999 visitantes!” no Guia Essencial para a Atlântida de Platão.
A câmara e os pappaparazzi adoravam-no: um jovem que tinha chegado a um nada e tinha feito desse nada a sua eficiente galinha dos ovos de ouro era ou motivo suficiente para capa de uma revista, ou para primeira página de um tablóide qualquer vindo num quiosque. Toda a gente queria conhecer o bizarro e excêntrico génio de centenas de invenções, engenhocas e locais entre os quais destacavam-se: a roda da extrema “Fartura & Tortura”; o “Desfiladeiro dos Terrores”, um assustador comboio fantasma em escala natural que tinha a capacidade de 100 passageiros, em que, no meio do percurso de fantasmas havia uma irónica minipeça com marionetas, representando a família Di Euncätzio, e o mais arrepiante era que não havia uma marioneta do pequeno Samiel, mas que as marionetas Di Euncätzio eram muito más para com uma pequena harpa, eram! Havia também o fantástico restaurante com boa música e vinho “O Cavalheiro”; o cinema com 300 salas “Sonhar No Escuro”; e, por fim, o erótico hotel, o grandioso e enorme castelo “Palácio dos Prazeres”. Havia, porém algo mais tentador do que todas as outras diversões para as crianças, uma casa dentro do próprio castelo, essa casa era o sítio onde as poucas fadas que se atrevíam iam pedir ao próprio Rwebertan Samiel Di Euncätzio um doce ou dois.
Nessa “Casa Anónima”, aconteciam coisas estranhas e desconhecidas, que apenas o Mestre Samiel sabia..................!
De pobre feira da ladra a parque temático para miúdos e graúdos, tanto para os trabalhadores que ajudaram Cyborg Town a tornar-se uma realidade como para Samiel, aquela cidade era uma autêntica mina de ouro.




Para a próxima semana, continuarei com esta história!!!!!!!

sábado, 11 de agosto de 2007

Cyborg Town e o Anel da Serpente (Parte 1)

Tenho andado a investigar umas coisinhas acerca desta....Como é que eu hei-de dizer...? Ah sim, acerca deste pequeno mundo bizarro de atracções.
Para além de ser muitas vezes alcunhada pelas revistas e jornais como "A Cidade Pesadelo", e se dizer que é um lugar onde não existe trabalho nem tristeza, apenas brincadeira e prazer, encontrei uma coisa muito interessante : a famosa região da Atlântida com mais lucratividade no turismo com a palavra "Cyborg" na placa de boas vindas, tão famosa pelo típico povo cyborg que aqui tem a sua maior taxa de população; foi, na verdade, ideia dum bruxo! - Não me admira nada. Só um maluco bruxo teria a ideia de construir um monstro daqueles!
Inferno maior do que aquele, só os campos de concentração nazis!
Mas não foi um bruxo qualquer, não! O primeiro bruxo é que criou esta...Bem! Primeiro vou dizer-te que, por detrás dos espelhos, fogos-de-artifício (os melhores de toda a Dimensão mágica) e fumos de decoração da cidade, isto não é senão de uma grande armadilha para atrair todos aqueles que não «...encaixem nas suas mentes que o poder da Magia Negra é, sempre será o maior de todos entre todo o tipo de magia e fantasia!...» Segundo as palavras da própria Serpente de Fogo. Qualquer incauto que for para lá é como se estivesse praticamente a entregar-se à SPV! Da primeira vez que fui à Cyborg Town, nunca fazia ideia que seria tão má, mas, enquanto eu ia para casa, sã e salva, por detrás daquele véu de luxúria e riqueza, a cidade escondia-me um segredo terrível: depois de termos passado lá, hipotecticamente, uns sete meses de farra, somos apresentados ao outro lado da moeda brilhante, um lado menos bom e positivo, ou seja, passados esse tempo todo, a SPV pode, se não gostar da nossa cara ou das nossas conversas, facilmente, prender-nos, e depois.......E depois meu amigo, sais da cidade sim, mas na forma de um demónio, direitinho para a Fronteira! E digo-te, as almas penadas que saem da Cyborg Town no "Expresso Fronteiriço da Meia-Noite" num dia normal de trabalho são 3000 sem voltarem ao que eram dantes!Este comboio do terror parte através duma linha entre a Avenida Principal que é logo dividida entre o metro e o comboio do Serviço Nacional Interurbanorodoviário - SNI, a única companhia de comboios, metros e transportes públicos que existe em toda a Atlântida.
A SNI, com parceria entre o departamento económico-industrial da SPV, o secretíssimo Di5, compraram todos os locais públicos e restaurantes de toda a Cyborg Town - Eles de uma forma mais simples, tiveram 100% a ver com aquela proíbição estúpida daquela leihttp://nomedehistorias.blogspot.com/2007/05/as-leis-da-injustia-e-do-amor.html!
O Tenente Geriniano Di Fer foi o homem que puxou os cordelinhos para que esta burocracia da treta se tornasse realidade. E tu perguntas «Quem é esse tipo?» Bem, é só maior accionista vivo da SNI, que, em conjunto com o seu colega e superior, o financiador do Di5, o respeitado Coronel Letanus Wenitam, fiscal e representante da muito Excelentíssima, Eminentíssima e Tremendíssima Rainha Swerdinada Arco-íris de Fogo; compraram todos os locais. Bom, o contracto para tornar essa lei legal também foi assinada por outro tecnocrata com a mania que é bom, o problema é que este recusou pôr o seu nome verdadeiro, portanto, ainda não sabemos quem realmente fez com que a deportação de demónios, cyborg, e fadas ficasse mais..."eficaz".
O accionista denominou-se, segundo as fontes do Pedro, no contracto, como " O General B"!
Não quero brincar com isto nem me rir, só me apetece chorar! Só de pensar que estou aqui, confortável na minha casinha, enquanto que outros andam a sofrer!!!!!!!!!! É certo e sabido que aquela bruxa detesta crianças, mas então esse "General B"?! Quem será esse monstro horrível? Ao saber daquilo tudo, o meu habitual cinismo e frieza foi quebrado por aquelas imagens tão trágicas....E eu.......Pedro abraçou-me, dizendo-me com carinho «Para isso é que eu e o meu povo aqui estamos, Jessica. Este pesadelo negro tem de acabar e nunca vou voltar, eu nunca vou deixar que aqueles filhos da..... te magoem. Nunca!» Ele é tão bom..........

para a próxima semana há mais acerca da Cyborg Town...!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Château von Tifon - ou como o Tio Seth o chama - Schloss von Tifon, ou simplesmente, Castelo dos von Tifon


Bem, começando pelo primeiro edifício que eu vi quando cheguei realmente à Atlântida: o Château von Tifon foi construído no século XVI A.C., pelo famoso arquitecto Duque Hermann von Tifon; o nosso tetra-bisavô, senão me engano. Ele era, tal como todos os chefes da minha família, um pouco.....Digamos impaciente, e um pouco desconfiado, por isso, diz-se por aí que, para dormir em paz sem ser atormentado pelas fantasmas das suas amantes; o Tetra-bisavô "Herni" supervisionou pessoalmente a construção de várias passagens secretas, jardins de inverno, e todo o género de divisões secretas, onde ele pudesse esconder. Consequentemente, as amantes mais novas também se escondiam nestas, causando um grande sarilho ao pobre duque, diante da família e convidados.
Por esta mesma razão, o Avô Duque Negro von Tifon fechou todas as passagens secretas e os engenhos que as accionavam. Actualmente ninguém sabe os inúmeros segredos desta magnifica mansão. Mas, segundo a biblioteca do Château, diz-se que um dia, um tetra-neto bastardo do tetra-bisavô irá abrir todas as passagens secretas dos tempos antigos e iniciar um reino de terror, governando sobre toda a Atlântida. É claro que isto são meras superstições de família, ou não...?